Algumas sugestões metodológicas para utilizar de modo mais eficaz o
reforço social:
1- O reforço deve registar-se imediatamente ao comportamento
positivo. Quanto mais depressa se recompensar o aluno pelo comportamento
adequado, mais eficaz é o reforço. A criança deve saber imediatamente qual a
sua ação que foi considerada correta pelo professor, e qual em concreto.
Evitar prestar atenção ao aluno quando ele se está a comportar mal.
2- O reforço deve ser individual: o que funciona com uns,
não funciona com outros. Alguns gostam de elogios “para o grupo”, outros de
receber “uma estrelinha”, outros não gostam da palmada nas costas. Cabe ao
professor analisar o que funciona melhor. No entanto, o que funciona hoje, mais
tarde poderá não funcionar, necessitando-se promover a mudança e a novidade.

3- Quantidade de reforço: no início reforça-se
insistentemente, mesmo que se pense que “o aluno já deveria se comportar como
tal”. Aqui não funciona a máxima “só faz o seu dever”. À medida que o aluno se
for aproximando dos padrões exigíveis, é preferível que o comportamento passe a
ser reforçado de modo intermitente, para evitar o efeito de saciação. Em
teoria, um comportamento reforçado intermitentemente, a intervalos variáveis e
em montantes variáveis, resiste fortemente à retirada do estímulo. No pólo
oposto, um comportamento reforçado constantemente a intervalos fixos,
normalmente extingue-se rapidamente quando o mesmo é retirado. Daí que a
importância da máxima: reforçar continuamente no início.
4- Os reforços devem ser equiparados às respostas das
crianças (não se põe dar um grande reforço a uma resposta pequena);
5- Mais que o resultado final, reforçar as tentativas do
aluno para alcançar o efeito desejado. Normalmente os objetivos a que nos
propomos que a criança alcance são muito difíceis de alcançar de imediato,
tendo assim de ser moldado de forma correta. Ex: queremos que uma criança, ao
invés de gritar quando quer falar, levante o braço. Se ela gritar e levantar os
braços ao mesmo tempo, podemos reforçar o levantar os braços, e ignorar o
gritar.

6- Ignorar o comportamento inadequado: o comportamento a
eliminar pode, sempre que possível e, de acordo com a sensibilidade do
professor, ser ignorado sistematicamente. Em simultâneo, deve ser escolhido um
comportamento que se quer incrementar e reforçá-lo com elogios e atenção. De
certo modo, é como que estar atento aos pequenos momentos em que o aluno se
porta bem, e reforçá-lo. O que acontece frequentemente é que, através da
atenção que damos aos comportamentos negativos das crianças, estamos a
incentivar a sua repetição com maior frequência. Geralmente, para as crianças,
ter atenção negativa é melhor que não ter atenção nenhuma por parte do adulto
e, crianças frequentemente disruptivas possuem, com frequência, padrões de
comportamento negativos.
Atenção – esta estratégia tem de ser realizada durante um
período prolongado de tempo e, com coerência, para se encontrarem resultados.
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