Numa das minhas leituras, deparei-me com estas afirmações de Elisabete Elias devidamente consubstanciadas nas mais diversas investigações:
" (...) a aprendizagem sócio-emocional constitui-se como um dos
componentes essenciais para uma educação de qualidade, possibilitando benefícios
significativos no desenvolvimento e bem-estar dos alunos, nomeadamente na promoção
de comportamentos pró-sociais, na redução de problemas comportamentais e na
melhoria dos resultados escolares (Durlak, Weissberg, Dymnicki, Taylor, &
Schellinger, 2011). Neste ponto, os professores desempenham um papel único e
fundamental, sendo este cada vez mais exigente socialmente e emocionalmente. É
esperado que estes profissionais disponibilizem suporte emocional a todos os alunos;
promovam um ambiente de sala de aula acolhedor e estimulante; sejam um modelo na
regulação das emoções; orientem os alunos em situações de conflito com sensibilidade e
responsabilidade; giram eficazmente os comportamentos desafiadores dos alunos e
respondam às exigências da avaliação de resultados escolares (Jennings, 2011).
Contudo, a actual formação académica dos professores não fornece nenhuma
preparação psicológica ou ferramenta de auto-conhecimento pessoal que vá ao encontro
das necessidades anteriormente indicadas, pelo que estes profissionais têm muitas vezes
falta de capacidades para lidar com as exigências do seu dia-a-dia profissional, surgindo
níveis elevados de stress e burnout (Mañas, Justo, & Martínez, 2011). (...)"